Votação é encerrada na Saxônia-Anhalt, na Alemanha; extrema direita lidera projeções em eleição estadual
Extrema direita na frente em eleição na Alemanha A votação foi encerrada neste domingo (6) na Saxônia-Anhalt, estado do leste da Alemanha, e a Alternativa ...
Extrema direita na frente em eleição na Alemanha A votação foi encerrada neste domingo (6) na Saxônia-Anhalt, estado do leste da Alemanha, e a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, aparece na liderança das primeiras projeções. A legenda tem entre 44% e 44,5% dos votos, segundo estimativas das emissoras públicas ZDF e ARD, enquanto a CDU, do chanceler Friedrich Merz, aparece com 18,5%. Já os resultados preliminares da apuração, divulgados pela comissão eleitoral, colocam a AfD com 44,2% dos votos e a CDU com 18%. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O principal candidato da AfD é Ulrich Siegmund, de 35 anos. A CDU, por sua vez, tenta manter o governo estadual com Sven Schulze, atual chefe do Executivo da Saxônia-Anhalt. "Fizemos história, precisamos deixar isso bem claro", disse Siegmund à ARD. “Isso é democracia. As pessoas deram um recado”, afirmou Schulze após a divulgação das projeções. Ele parabenizou a AfD pelo desempenho nas urnas e afirmou que agora caberá à CDU avaliar como lidar com o cenário indicado pelas projeções. Uma vitória da AfD, porém, não significa necessariamente que o partido assumirá o governo. Para chegar ao comando do estado sem depender de outras legendas, a sigla precisa conquistar mais de 50% das cadeiras do Parlamento estadual. Eleitor deposita voto em uma urna durante a eleição estadual da Saxônia-Anhalt, em Tangermünde, na Alemanha, neste domingo (6). Fabrizio Bensch/Reuters Nenhum partido de extrema direita conseguiu comandar um estado na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial e os principais partidos alemães mantêm uma política de não formar coalizões com a AfD. Esse cálculo depende também do desempenho das legendas menores. Na Alemanha, partidos que não alcançam 5% dos votos ficam fora do Parlamento, o que redistribui as cadeiras entre as siglas que ultrapassam essa barreira. Se várias delas ficarem abaixo desse limite, a AfD pode conseguir maioria mesmo sem receber mais de 50% dos votos. "Não vamos abrir mão de nossas posições fundamentais apenas para nos mantermos no poder", acrescentou Siegmund. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Caso a AfD não consiga maioria absoluta, a tendência é de negociações para tentar formar outro governo liderado pela CDU. Esse processo pode levar semanas e dependerá de quais partidos conseguirem representação no Parlamento estadual. Após a divulgação das primeiras projeções, a copresidente da AfD, Alice Weidel, afirmou que o partido recebeu um “mandato claro para governar” na Saxônia-Anhalt. Segundo a Reuters, Weidel disse ainda que a legenda pretende conversar com todos os partidos após a eleição. A eleição também é vista como um teste para o governo federal de Friedrich Merz. O chanceler adotou posições mais duras sobre imigração e segurança numa tentativa de conter o crescimento da AfD, mas o partido de extrema direita continua avançando nas pesquisas. Uma vitória expressiva da legenda aumentaria a pressão política sobre Merz. A AfD da Saxônia-Anhalt é classificada pelo serviço de inteligência estadual como uma organização de extrema direita. O partido rejeita essa classificação. Mesmo sendo uma disputa estadual, o resultado é acompanhado de perto em toda a Alemanha porque pode mostrar até onde vai o crescimento eleitoral da AfD e influenciar a estratégia dos partidos tradicionais antes das próximas eleições federais, previstas para 2029. O principal candidato da extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Ulrich Siegmund, participa do último comício do partido antes da eleição estadual da Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, na Alemanha, neste sábado (5). Fabrizio Bensch/Reuters LEIA TAMBÉM: Quem é Alejandro Betancourt, o polêmico bilionário por trás do acordo de petróleo entre EUA e Venezuela Em Gana, caixões personalizados contam a história de quem morreu Dívida dos EUA passa de R$ 200 trilhões. Por que Trump não consegue frear a alta?
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https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/06/eleicao-alemanha-saxonia-anhalt.ghtml